Nossa vida pode ser facilmente comparada a um teatro. Temos papéis que exigem nossa atenção e empenho. Você é filho, amigo, parceiro, profissional… E esses papéis mudam conforme o contexto e o cenário em que você se encontra. Em algumas situações, você pode ser o protagonista; em outras, um coadjuvante; e, em outras ainda, um figurante. E, por mais que possamos achar que temos controle sobre o “roteiro”, muitas vezes nos vemos lidando com eventos inesperados, como no improviso de uma peça de teatro.
O teatro, muitas vezes, gira em torno de um conflito – algo que precisa ser resolvido. E, na vida, os conflitos e desafios são inevitáveis. Somos, como personagens, movidos por esses dilemas e, muitas vezes, a jornada de superá-los é o que define nossa história.
Não podemos esquecer da plateia. No teatro, ela observa e reage à performance do artista. Estar junto é o que faz o espetáculo acontecer. É possível rir, se emocionar e fortalecer-se, seja individualmente ou coletivamente. E isso acontece em nossas vidas também. Ter uma ‘plateia’ que nos ajude, seja ela um familiar, amigo ou colega de trabalho, olharemos nossa performance com outros olhos.
Por mais que o teatro tenha roteiros, há sempre espaço para a improvisação. Na vida, muitas vezes o improvável acontece, e nossa capacidade de reagir a situações inesperadas é o que nos define. Assim como no teatro, o “imprevisto” pode se tornar um momento de brilho ou de desafio, e são nesses momentos que revelamos nossas verdadeiras forças e fraquezas.
A Coordenadora de Artes Cênicas, Artes Visuais e Arte Educação do Sesc/RS, Jane Schoninger ainda complementa:
“As artes da cena acabam estando mais próximas da gente do que percebemos, pois o artista é um eterno inquieto com as questões que vivemos no dia a dia, está sempre atendo a sociedade, refletindo, pensando sobre questões que nos são caras como indivíduos e isso, traz para a cena, para refletir coletivamente (com o público), visto isso, que muitos espetáculos têm abordagens específicas, seja sobre amizade, sobre gênero, sobre N assuntos que, no dia a dia, vivemos”

Do teatro à vida: Como a arte nos ensina a pausar e refletir
No teatro, o silêncio e as pausas desempenham um papel crucial, muitas vezes mais poderoso do que as palavras ou a ação. Eles não são simples intervalos entre falas ou movimentos, mas momentos de reflexão, tensão e conexão entre os personagens, o público e o enredo. Essa dinâmica também pode ser transposta para a vida cotidiana, onde as pausas e o silêncio têm o poder de criar espaço para a introspecção, a compreensão e o reencontro com nós mesmos.
Assim como no teatro, nossas vidas também precisam de momentos de pausa. Em um mundo cada vez mais acelerado, onde estamos constantemente imersos em uma rotina cheia de compromissos e interações, o silêncio e as pausas se tornam essenciais para nossa saúde mental e emocional. Parar por um momento, respirar profundamente ou simplesmente estar em silêncio pode ser uma forma de reconectar-se com a própria essência.
As pausas não só ajudam a recarregar nossas energias, mas também a tomar decisões mais conscientes e reflexivas.
Em março, é celebrado o Dia Mundial do Teatro, e, como podemos refletir, ele está mais próximo de nós do que pensamos.
Mas que tal dar uma pausa e aproveitar um espetáculo?
O Sesc possui uma agenda cheia de opções para você aproveitar e dar aquela respirada fora da rotina.
Acesse o site https://www.sesc-rs.com.br/cultura/ e confira a agenda dos teatros e demais atrações da programação cultural.